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Noruega mira quartas históricas e enfrenta Inglaterra após eliminar o Brasil na Copa

Noruega mira quartas históricas e enfrenta Inglaterra após eliminar o Brasil na Copa

A Noruega escreveu uma das páginas mais surpreendentes da Copa do Mundo de 2026 ao eliminar o Brasil nas oitavas de final com uma vitória por 2 a 1, alcançando pela primeira vez na história a fase de quartas de final do torneio. Agora, a seleção comandada por Ståle Solbakken enfrenta um adversário de peso ainda maior: a Inglaterra, invicta na competição e com nomes de altíssimo nível em campo. O encontro promete ser um dos duelos mais eletrizantes da fase eliminatória.

A campanha norueguesa tem sido marcada pelo protagonismo absoluto de Erling Haaland, que já balançou as redes sete vezes nas cinco partidas disputadas - respondendo por mais da metade dos 11 gols da equipe no torneio. É a estreia do atacante do Manchester City em Copas do Mundo, e ele não poderia ter feito de forma mais impactante. Viradas inesperadas em competições de alto nível têm sido tema recorrente no mundo dos esportes: para quem se interessa por reviravoltas memoráveis, vale conferir como entenda a virada da NAVI na IEM Atlanta 2026 serviu de exemplo de resiliência competitiva em outro cenário de elite. No gol, Ørjan Nyland tem sido seguro e decisivo, contribuindo para que a Noruega chegue às quartas com moral e confiança elevadas.

A Inglaterra como obstáculo: Kane, Bellingham e um retrospecto imaculado

A seleção inglesa chega às quartas de final em excelente forma, com cinco partidas e nenhuma derrota até aqui. Harry Kane segue na briga pela Chuteira de Ouro e continua sendo o principal referencial ofensivo dos Três Leões, enquanto Jude Bellingham consolida seu status de um dos melhores meias da geração atual. A Inglaterra não apenas vence - ela o faz com consistência e controle tático, o que a torna adversária especialmente perigosa para uma equipe que, apesar do heroísmo, ainda pode ser considerada azarã nesta fase.

Para a Noruega, o desafio é tão grande quanto a conquista já obtida. Eliminar o Brasil diante de sua própria torcida apaixonada foi um feito que ficará marcado na história do futebol escandinavo. Mas segurar uma Inglaterra bem organizada e com jogadores de altíssima qualidade exigirá que Solbakken acerte tanto no plano tático quanto nas escolhas do elenco.

Dúvidas na escalação: Solbakken mantém ou promove mudanças?

A principal incerteza que cerca a Noruega antes do confronto com os ingleses é de ordem tática e de gestão de elenco. No duelo contra o Brasil, o técnico Solbakken optou por substituir Alexander Sørloth e Antonio Nusa ainda no intervalo, lançando Oscar Bobb e Andreas Schjelderup na segunda etapa. A mudança funcionou - a equipe segurou o resultado e avançou - mas abre uma questão legítima: o treinador vai repetir o time que começou a partida ou vai apostar desde o início nos jogadores que entraram e deram resultado?

Sørloth, experiente e capaz de segurar a bola e aliviar a pressão defensiva, oferece um perfil diferente de Schjelderup, mais dinâmico e ofensivo. Já Nusa, jovem promessa do futebol norueguês, é um drible e uma mudança de ritmo que pode desequilibrar em espaços abertos - mas contra uma Inglaterra organizada, o desgaste pode ser um fator. Bobb, por sua vez, mostrou confiança e mobilidade ao entrar na segunda etapa. A decisão de Solbakken definirá não apenas o onze inicial, mas também a identidade tática com a qual a Noruega pretende surpreender mais uma vez.

O que está em jogo além do resultado

Uma classificação às semifinais representaria não apenas o melhor desempenho histórico da Noruega em Copas do Mundo, mas também um marco geracional para o futebol do país. Haaland, hoje considerado um dos dois ou três melhores atacantes do planeta, finalmente teria a chance de mostrar em um palco mundial - e em fase decisiva - o que já faz rotineiramente pelas suas equipes de clube. Para a Inglaterra, avançar seria mais um passo em uma geração que carrega a expectativa de acabar com décadas de jejum em grandes torneios. O confronto reúne, portanto, uma equipe com tudo a ganhar e outra com tudo a provar. É exatamente o tipo de jogo que faz da Copa do Mundo o maior espetáculo do futebol.